quarta-feira, 4 de maio de 2016

As almas se encontraram e pareciam ouvir sinos quando se abraçaram pela primeira vez. Essas duas almas tinham planos diferentes e pouco tempo perto uma da outra. Essas almas se amaram com tempo determinado e sem saber o que poderia acontecer daquele momento pra frente.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Convivência

Depois de quase três meses, ele reapareceu na vida dela da mesma forma doentia que ele fazia como naqueles dez meses que se passaram, ela se lembrou que se tivesse deixado tudo continuar da forma que ele queria, já teriam feito mais de um ano de convivência, afinal, era assim que ela poderia chamar e ele, ela nunca soube como ele chamava, mas nunca se preocupou em saber. Não se preocupar em saber não era a mesma coisa de não se importar com o que existia ou não questionar o que poderia ainda existir. Ele ressurgiu como se nada, absolutamente nada tivesse acontecido e, obviamente, descarregando toda a culpa sobre ela, se é que alguém naquele tipo de convivência tivesse culpa de algo, mas ele fazia questão de mostrar que o erro foi o que ela fez, porque existia um prazer interno por perceber que ele ainda tinha um certo poder. Ele ria enquanto ela esperava que as atitudes, algum dia, poderia mudar e ela sabia que poderiam, mas não ali, não com ela, não para ela...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O tempo passou e você não

Todas as vezes que ela acordava com os olhos inchados de tanto chorar, se perguntava porque a dor do amor não correspondido não ia embora de uma só vez, porque não ia embora com todas as lágrimas que perdeu durante a noite que não dormiu. O tempo passou e o amor não, o tempo passou e as feridas ainda doem. Ela resolveu não mostrar essas feridas, resolveu tentar sorrir, mesmo que um sorriso sem graça e sem brilho, ela não chora todos os dias e não acorda mais com os olhos inchados, mas não passa, só o tempo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Marina se questionava em pleno século XXI sobre esquecer. Se não existisse toda essa tecnologia e todas as formas de busca, ou melhor, todas as formas que as pessoas tem como stalkear outra, será que seria mais fácil esquecer?

domingo, 14 de dezembro de 2014

Passou a fumar descontroladamente. Sentia uma vontade de desaparecer, não morrer, mas ficar invisível, ou se afundar em uma lama, mas lembrou que na lama já estava, e seu coração, estava morto e preso, estava frio e duro. Queria poder dormir e acordar quando todas as suas decepções tivessem passado. Estava triste e não conseguia mais esconder, esconder da forma que escondeu outras vezes. Pedia explicações, mas já não entendia e não queria entender nada e nem porque queria explicações algo, não era preciso, nada mais é preciso.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Acordou de um sonho desconfortável e nunca mais dormiu

"Essa brincadeira de ficar sem nada sério, não sei se funciona mais."
Era o que começava o e-mail. Não lembrava o restante, mas respondeu:
"Não precisa ser mais brincadeira, tudo pode ser sério, como foi até hoje."

terça-feira, 10 de junho de 2014

paz

Se sentia calma, por mais que estivesse fechada para o mundo.
Queria paz interior, só paz. Não procurava ninguém, não queria que nada acontecesse de uma maneira premeditada, não esperava nada de ninguém, não queria ninguém, mas se aparecesse alguém que a ajudasse a abrir as portas, ela estava ali, estava ali e disposta a abrir as portas mais uma vez.