domingo, 20 de fevereiro de 2011

pequeno

ela sentou-se num banco de madeira na frente da porta da cozinha, que dava para um quintal grande e bonito, junto com uma caixa de fósforos e um cigarro. acendeu-o sem preocupações, como se não tivesse que levantar cedo no outro dia e correndo o risco de não ter mais aquele emprego que ela já nem gosta mais, mas que ainda é necessário ficar por lá. ela estava sentada num ambiente como numa cidade pequena, longe de casa, mas como se essa casa, esse banco e quintal fossem dela, gostando de tudo aquilo, fazia com que tudo fosse dela, mesmo que, em alguma hora, ela tivesse que voltar a realidade.

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