sexta-feira, 24 de junho de 2011

o copo foi ao chão e os cacos se espalharam, ela até tentou juntá-los, mas não conseguiu, chorou, sorriu, esperneou, sentiu-se suja, usada, burra, mas seguiu. viu que não valia a pena sofrer por algo que não tinha valor.

domingo, 12 de junho de 2011

não sei

Há dias, eu senti vontade de te escrever, mas não mandar. Só escrever.
Pensei em você e não sei como você está, por um momento, eu quis saber. Espero que esteja bem e feliz. Talvez eu tenha lembrado de você porque eu queira me desculpar de alguma coisa. Ou de tudo. Sei que eu te magoei muito com palavras, com atos, com várias coisas. Mas sei lá, pode ser que eu esteja um pouco sensível com os demais acontecimentos da minha vida, mas isso não tem nada a ver contigo.
Eu queria poder te ver um dia, te pagar uma cerveja, quem sabe fumar um cigarro e dar algumas risadas, não sei se isso será possível, acho que você é muito magoada comigo, acho que eu fui muito idiota, deixei algumas pessoas especiais passarem de verdade, não estou falando só de relacionamento, mas também de amizade. Acima de tudo, você era minha amiga, minha confidente.
Queria te contar da minha vida, ouvir a sua, saber da faculdade, dos namoros, da sua mãe, seu pai, seu irmão engraçado, sua sobrinha, dos seus sobrinhos, queria te contar da minha vida, do meu emprego, alguns planos.
Espero que um dia você possa me perdoar pelas coisas que eu fiz.
Raiva de você? Não, não tenho. Espero que essa que você tem de mim - ou a mágoa, não sei exatamente o que é, não sei nem se tem algo - um dia acabe e eu possa te pagar aquela cerveja do começo do texto.