quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ela se apaixonava todos os dias, todos os dias ela se apaixonava e sofria por aqueles amores platônicos que ela cultivava. Eles iam embora junto com toda a felicidade, logo depois vinham outras paixões efêmeras e mais felicidades, coisas de segundos. Nada que a prendesse ao tempo. Sonhava, dançava, falava, se olhava no espelho e dizia coisas sem sentido, se assustava quando percebia que alguém prestava um pouco mais de atenção na sua loucura. Se olhou demoradamente no espelho, se sentiu egoísta, quis chorar, não chorou, aceitou.
Beijos os braços, escreveu histórias, contou outras, sonhou, sumiu.

2 comentários:

Larissa Bello disse...

Ao mesmo tempo que as paixões podem ser intensas também são extremamente voláteis.

Mariana das Neves disse...

Mais uma admiradora dessas belas palavras. :)