terça-feira, 9 de junho de 2015

Convivência

Depois de quase três meses, ele reapareceu na vida dela da mesma forma doentia que ele fazia como naqueles dez meses que se passaram, ela se lembrou que se tivesse deixado tudo continuar da forma que ele queria, já teriam feito mais de um ano de convivência, afinal, era assim que ela poderia chamar e ele, ela nunca soube como ele chamava, mas nunca se preocupou em saber. Não se preocupar em saber não era a mesma coisa de não se importar com o que existia ou não questionar o que poderia ainda existir. Ele ressurgiu como se nada, absolutamente nada tivesse acontecido e, obviamente, descarregando toda a culpa sobre ela, se é que alguém naquele tipo de convivência tivesse culpa de algo, mas ele fazia questão de mostrar que o erro foi o que ela fez, porque existia um prazer interno por perceber que ele ainda tinha um certo poder. Ele ria enquanto ela esperava que as atitudes, algum dia, poderia mudar e ela sabia que poderiam, mas não ali, não com ela, não para ela...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O tempo passou e você não

Todas as vezes que ela acordava com os olhos inchados de tanto chorar, se perguntava porque a dor do amor não correspondido não ia embora de uma só vez, porque não ia embora com todas as lágrimas que perdeu durante a noite que não dormiu. O tempo passou e o amor não, o tempo passou e as feridas ainda doem. Ela resolveu não mostrar essas feridas, resolveu tentar sorrir, mesmo que um sorriso sem graça e sem brilho, ela não chora todos os dias e não acorda mais com os olhos inchados, mas não passa, só o tempo.

terça-feira, 17 de março de 2015

Marina se questionava em pleno século XXI sobre esquecer. Se não existisse toda essa tecnologia e todas as formas de busca, ou melhor, todas as formas que as pessoas tem como stalkear outra, será que seria mais fácil esquecer?